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Google decide quem morre e vive na arena das tags

Qualquer um pode, por exemplo, fazer uma oferta pelo uso do nome “Christian Dunker”, hoje cotado mais ou menos a R$ 2,90 o clique, de tal maneira que toda vez que alguém colocar este nome no Google aparecerá no primeiro lugar seu curso de psicologia, as suas colunas em jornal ou o seu canal Youtube de variedades —e não as minhas.

Esse desvio de neutralidade presumida já acontece hoje quando o assunto é política.

Se alguém dá um Google sobre significantes como “democracia”, “comunismo” ou “Stalin” não será enviado a um site da Boitempo, ao canal Meteoro ou mesmo ao Henry Bugalho, mas ao Brasil Paralelo, simplesmente porque ele paga por isso.

Quando meu amigo Vladimir Safatle aponta, com razão, que a esquerda não está mais falando sua própria língua, assumindo termos e gramáticas que não são os seus, é preciso observar que as próprias palavras chaves da esquerda podem estar sendo literalmente compradas pela direita.

O maior e mais caro esforço de coalização e convergência em torno de uma pauta ou demanda, representada por seus significantes flutuantes, pode estar sendo simplesmente invertido —não para todos, mas para aqueles que não tem uma expertise formada na matéria.

Ou seja, são justamente as “pessoas pêndulo”, para fazer referência ao sistema eleitoral americano, que estão sendo submetidas mais fortemente ao desvio padrão da neutralidade suposta.



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