No palco, o CEO da GSMA, Vivek Badrinath, abordou diretamente os acontecimentos recentes durante o primeiro grande painel de discussão do dia, compartilhando suas “condolências a todos os afetados pelo conflito”.
Pouco antes disso, cerca de trinta manifestantes se reuniram na entrada do centro de convenções. “Boicote a Israel, boicote aos Estados Unidos!”, gritava o pequeno grupo, cercado por alguns policiais. “Descolonizem a tecnologia”, dizia uma das placas erguidas.
“Já tínhamos planejado protestar antes mesmo dos acontecimentos deste fim de semana. E, portanto, o que (os israelenses) fizeram é prova suficiente de que devemos continuar a boicotá-los, porque eles não ouvem ninguém e fazem tudo em benefício próprio”, denunciou o porta-voz do grupo, Roland Mimi Ngoy.
Ode à ‘Competitividade’ Europeia
As notícias internacionais, contudo, não ofuscaram completamente os debates sobre os avanços tecnológicos nas telecomunicações, um setor impactado pela inteligência artificial. O grupo chinês Honor, em particular, apresentou com grande alarde seu primeiro telefone robô com inteligência artificial. Enquanto isso, a gigante americana Amazon anunciou um investimento maciço de ?18 bilhões em computação em nuvem e inteligência artificial na Espanha, além dos ?15,7 bilhões já comprometidos em 2024 para um período de dez anos.
“Em um mundo repleto de incertezas, nosso país é uma aposta segura”, declarou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na rede social X, diretamente dos corredores da feira. Sobre o tema da soberania tecnológica, que deve ser um dos principais da edição deste ano, que termina na quinta-feira (5), diversos líderes empresariais também defenderam, no primeiro dia do evento, uma presença europeia mais forte.












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