O impacto do design viciante em crianças é maior. Para Maria Mello, coordenadora do programa Criança e Consumo do Instituto Alana, a ação evidencia pela primeira vez “os mecanismos para reter atenção e engajamento” e que eles acabam afetando de forma ainda mais negativa as crianças e adolescentes.
Regular o feed infinito não é censura, mas conceder mais liberdade ao usuário. Os algoritmos ficam lá decidindo e, às vezes, nem os veículos de comunicação que as pessoas seguem aparecem no feed direito. É importante que a sociedade entenda a discussão e exerça sua autonomia contra o sequestro de atenção
Diogo Cortiz, colunista de Tilt
O público mais novo fica mais exposto, pois o design explora vulnerabilidades. Por terem a cognição ainda em desenvolvimento, diz Maria, do Alana, crianças e adolescentes têm necessidade de validação social, o que as torna mais sensíveis ao julgamento dos outros por meio de “curtidas e engajamento”.
O problema do vício é mundial. Infelizmente, há casos de pessoas que cometem suicídio ou que se ferem em desafios perigosos. As consequências desse modelo de negócio vão aparecendo à medida que as pessoas começam a entender, fazendo os legisladores se mexerem
Maria Mello, do Instituto Alana
Vai mudar algo?
A condenação aponta, pelo menos, para mais cuidados com crianças e adolescentes. A Meta tem lançado mais ferramentas de controle parental no uso de suas plataformas, como as contas para adolescentes no Instagram; já o Google tem a solução Family Link, na qual responsáveis podem estabelecer um período diário para uso do YouTube.













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