A informação consta na agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na noite de sexta-feira.
“A Rússia atingiu um novo e terrível patamar de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em ataques contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, denunciou o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, em uma carta na qual solicita a realização da reunião e à qual a agência France-Presse (AFP) teve acesso.
Novos ataques russos na noite de quinta para sexta-feira deixaram metade dos edifícios residenciais de Kiev sem aquecimento, levando o prefeito da capital ucraniana a pedir que a população deixasse a cidade temporariamente.
Nesses bombardeios, foi utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o míssil balístico russo Orechnik.
“Hoje, a Federação Russa reivindicou oficialmente o uso do míssil balístico de médio alcance chamado ‘Orechnik’ na região de Lviv. Esse ataque representa uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu, minando a estabilidade regional e apresentando sérios riscos à paz e à segurança internacional”, destacou o embaixador ucraniano na carta.
O pedido da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho — França, Reino Unido, Letônia, Dinamarca, Grécia e Libéria —, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.
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