O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta segunda-feira que o país “não aceitará que nenhuma nação se coloque como juíza do mundo”, em reação à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Segundo Wang Yi, o cenário internacional está “cada vez mais turbulento e complexo”, marcado pelo que classificou como práticas de unilateralismo e abuso hegemônico nas relações entre os países.
Pequim reiterou que se opõe de forma consistente ao uso ou à ameaça do uso da força, bem como à imposição da vontade de um Estado sobre outros.
O chanceler chinês acrescentou que a China está disposta a atuar junto à comunidade internacional, “incluindo o Paquistão”, para defender a Carta das Nações Unidas, preservar o que chamou de “linha mínima da moral internacional” e promover a construção de uma “comunidade de destino comum da humanidade”.
Taiwan também informou que acompanha “com muita atenção” a situação política, econômica e social da Venezuela. Em comunicado citado pela agência EFE, o governo taiwanês afirmou monitorar os desdobramentos internos e internacionais do caso, incluindo o envolvimento do que chamou de “regime ditatorial venezuelano” com o narcotráfico e a crise humanitária atribuída ao governo de Caracas.
O Executivo liderado pelo Partido Democrático Progressista declarou ainda desejar que a Venezuela “transite pacificamente para um sistema democrático” e manifestou interesse no desenvolvimento das relações bilaterais com o país.
No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde aguardam julgamento por diversos crimes, entre eles narcoterrorismo.














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