No centro do caso de Los Angeles está uma jovem de 20 anos identificada apenas pelas iniciais KGM, cujo caso pode determinar como milhares de ações judiciais semelhantes serão conduzidas. KGM e os casos de outros dois demandantes foram selecionados para serem julgamentos-piloto – essencialmente casos de teste para que ambos os lados vejam como seus argumentos se saem perante um júri.
“Este é um ponto de inflexão monumental nas mídias sociais”, disse Matthew Bergman, do Social Media Victims Law Center, com sede em Seattle, que representa mais de mil demandantes em ações judiciais contra empresas de mídias sociais. “Quando começamos isso há quatro anos, ninguém disse que chegaríamos a um julgamento. E aqui estamos nós, apresentando nosso caso diante de um júri justo e imparcial.”
Em um comunicado, a Meta defendeu que a questão para o júri em Los Angeles é se o Instagram foi um fator substancial nos problemas de saúde mental da demandante. “As evidências mostrarão que ela enfrentou muitos desafios significativos e difíceis muito antes de usar as mídias sociais.”
Na quarta-feira passada, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, testemunhou em Los Angeles. quando admitiu que seu Instagram demorou a barrar menores de 13 anos. Ele disse que sua plataforma só passou a pedir a data de nascimento de novos usuários em 2019, antes de estender essa exigência a todos os perfis em 2021.
“Adicionamos novas ferramentas de detecção ao longo dos anos”, afirmou o cofundador do Facebook. No entanto, “acho que poderíamos ter chegado a esse ponto mais cedo”, reconheceu.
Entretanto, no geral, ele se manteve fiel aos seus argumentos anteriores, reiterando que a política da empresa restringe o acesso a usuários menores de 13 anos e que ela trabalha para detectar usuários que mentiram sobre suas idades para burlar as restrições.












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