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Ataque a sinagoga nos EUA é investigado como crime contra judeus

O FBI classificou como um “ato de violência direcionado contra a comunidade judaica” o ataque ocorrido na sinagoga Temple Israel, localizada em West Bloomfield, no estado de Michigan, nos Estados Unidos.

A agente especial responsável pelo FBI em Detroit, Jennifer Runyan, afirmou que o incidente, agora investigado por autoridades federais, foi “profundamente perturbador e trágico”, segundo informações da Associated Press.

Até o momento, as autoridades ainda não determinaram a motivação do ataque, que terminou com a morte do agressor. O homem, que estava armado com uma espingarda, bateu o carro contra a sinagoga. Após a colisão, o veículo pegou fogo.

No local funcionam também uma creche e uma escola. Apesar do susto, nenhum funcionário, professor ou as cerca de 140 crianças que estavam no prédio ficaram feridos, de acordo com o xerife do condado de Oakland, Mike Bouchard.

Segundo o responsável, algo dentro do carro começou a pegar fogo depois que o suspeito atravessou um conjunto de portas do edifício.

Um dos seguranças da sinagoga foi atropelado e ficou inconsciente, mas não sofreu ferimentos graves, afirmou Bouchard. Cerca de 30 policiais também precisaram de atendimento médico após inalarem fumaça durante a ocorrência.

Pelo menos um segurança da Temple Israel disparou contra o suspeito, que foi posteriormente encontrado morto dentro do veículo. Ainda não está claro se ele morreu após ser atingido por tiros ou se tirou a própria vida.

Durante as buscas, as autoridades encontraram ainda uma grande quantidade de explosivos na parte traseira do carro. A polícia abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar se o homem agiu sozinho.

Em uma coletiva anterior, Bouchard afirmou que as autoridades vinham discutindo, há cerca de duas semanas, a possibilidade de um ataque desse tipo, ressaltando que “não houve falta de preparação”.

A Temple Israel se apresenta como a maior sinagoga do judaísmo reformista dos Estados Unidos. A instituição conta com cerca de 12 mil membros, mantém um centro de educação infantil e oferece programas educacionais voltados para famílias e adultos.

Pelas redes sociais, governadora diz que a comunidade judaica ‘deve poder viver e praticar sua fé em paz’; Federação Judaica de Detroit afirma que está monitorando a situação e pede que as pessoas não se aproximem da região

Folhapress | 16:12 – 12/03/2026

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