Um consumidor deu uma instrução para o agente de IA: procure uma passagem do Rio de Janeiro e, se encontrar por menos de R$ 300, pode comprar. O agente encontrou, usou o cartão de crédito com a bandeira da Visa, passava pelas redes do Banco do Brasil, e fez a compra dessa passagem.
Helton Simões Gomes
O caso ilustra a próxima fronteira dos agentes: não só buscar e comparar produtos, mas também fechar a compra. Isso exigirá redesenhar os meios de pagamento para uma era em que a máquina executa o clique final. Também terá repercussão sobre estoques de produtos.
Como vai funcionar todo esse pagamento nessa nova era da inteligência artificial agêntica? Várias indústrias e empresas estão tentando entender e se preparar, porque o futuro já chegou
O que se espera dentro dos próximos dois a cinco anos é que a maior parte das transações vão ser feitas por agentes de inteligência artificial e não mais por um humano. A gente discutiu muito a economia comportamental, como os humanos tomam decisões econômicas. E agora já tem a economia comportamental agêntica: o que muda na economia se não é mais um humano tomando decisões econômicas, mas sim um agente?
Diogo Cortiz
Esse novo mundo exigirá adequações técnicas e regulatórias: agentes terão de conversar entre si, serem integrados a nuvens e a plataformas diferentes e, no Brasil, aprender a lidar com um cardápio de pagamentos que inclui Pix, boletos e opções de parcelamento.Também precisarão respeitar as regras de um sistema financeiro regulado.
O episódio também levanta uma dúvida prática: quando o robô compra, quem é o “consumidor” nessa transação? Temas como direito de arrependimento e disputas no Procon podem ganhar novos contornos.












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