“Já estava tudo certo, campanha, marketing, operação, mas nos deparamos com uma realidade distinta”, disse o vice-presidente de parcerias comerciais para o Brasil da Keeta, Danilo Mansano, à Reuters.
“A gente imaginava encontrar uma taxa de exclusividade de 8%, 9% ou 10%. Dava para entrar no mercado do Rio assim, mas a fotografia é bem diferente do que imaginávamos”, disse Mansano, citando que o nível de exclusividade na capital fluminense é “50% das redes (de restaurantes)”, adicionou.
A Keeta entrou no Brasil no fim do ano passado, iniciando operações por Santos e São Vicente, no litoral paulista, e depois estendeu o alcance para a capital e região metropolitana de São Paulo, totalizando atualmente 39 mil restaurantes e 115 mil entregadores cadastrados em sua plataforma.
A companhia entrou em um mercado disputado por grupos como iFood, da europeia Prosus, e 99, controlada pela chinesa DiDi.
A Keeta não informou para quando a entrada no Rio de Janeiro foi adiada, mas o presidente de operações internacionais da empresa, Tony Qiu, afirmou que acredita que ainda esse ano será possível entrar no mercado carioca de delivery.
“Operamos em vários mercados e na China a exclusividade não é ilegal, mas só pode fazer isso até um certo nível”, disse Qiu, citando que iFood e 99 trabalham com elevado nível de exclusividade no Rio de Janeiro.












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