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Israel insiste que não se retirará das áreas ocupadas no Líbano

Em comunicado divulgado pelas agências internacionais, as Forças de Defesa de Israel (FDI) reafirmaram sua intenção de permanecer no sul do Líbano e divulgaram, paralelamente, um mapa com a localização de suas tropas no contexto da invasão da região, iniciada no começo de março em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Por necessidades operacionais, as FDI estão posicionadas na zona de segurança, aproximadamente dez quilômetros dentro do território libanês”, informou o Exército israelense. A nota acrescenta que as tropas “continuarão eliminando ameaças e reforçando a proteção dos moradores do norte de Israel”.

O mapa atualizado mostra que as forças israelenses avançaram nas últimas semanas desde o anúncio, em abril, de uma “linha avançada de defesa” dentro do Líbano. As tropas chegaram às proximidades de Nabatiyeh, enquanto, em Beirute, o grupo xiita Hezbollah e o Irã exigem a retirada de Israel do território libanês.

Os governos de Israel e do Líbano negociam um possível acordo que poderá incluir a retirada dessas tropas. As duas partes defendem o desarmamento do Hezbollah, apoiado pelo Irã, mas o grupo se recusa a dar esse passo enquanto a invasão do país continuar.

Na próxima semana, está prevista uma quinta rodada de negociações em Washington entre representantes do Líbano e de Israel. No entanto, o processo de diálogo enfrenta a oposição do Hezbollah.

O Líbano foi arrastado para o conflito regional pelo Hezbollah, que retomou, no início de março, ataques aéreos contra o território israelense.

Israel respondeu com intensos bombardeios e ampliou as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Por sua vez, o Irã exige a retirada das forças israelenses e o fim dos ataques de Israel, conforme previsto no memorando de entendimento firmado com os Estados Unidos.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, assinaram o memorando de entendimento de forma remota na quarta-feira, com o objetivo de encerrar o conflito iniciado pela ofensiva israelense e norte-americana contra o Irã em 28 de fevereiro, que se espalhou por grande parte do Oriente Médio.

O acordo prevê um período de 60 dias para negociações detalhadas sobre o programa nuclear iraniano e a suspensão das sanções impostas a Teerã.

No entanto, o programa de mísseis balísticos do Irã, uma preocupação histórica dos Estados Unidos e de seus aliados israelenses, não é mencionado no texto do acordo.

No auge das hostilidades, antes da entrada em vigor do cessar-fogo em 8 de abril, Estados Unidos e Israel atacaram a infraestrutura de mísseis balísticos do Irã. Mesmo assim, o país continuou retaliando com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e diversos países do Golfo aliados de Washington.

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