SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O papa Leão 14 chegou nesta quarta-feira (10) à famosa Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, para abençoar sua nova torre gigante e celebrar uma missa dentro do que agora é a igreja mais alta do mundo.
O pontífice foi recebido do lado de fora da basílica pelo rei Felipe 6º e pela rainha Letizia, entre outros, segundo a agência de notícias AFP.
O momento, carregado de simbolismo religioso, ocorre no centenário da morte de Gaudí e é o ponto central da viagem de uma semana do papa pela Espanha, onde ele alertou que conflitos crescentes empurraram o mundo para uma crise profunda.
Esta é a terceira visita de um papa à basílica e ocorre um ano depois de o Vaticano, cujo portal de mídia chamou Gaudí de “arquiteto de Deus”, aprovar um passo importante rumo à santidade do visionário.
Gaudí, nascido em 1852, era um católico devoto que trabalhou por mais de 40 anos na Sagrada Família, de 1883 até sua morte em um acidente de bonde em 1926.
Concluir o projeto monumental, que tem três fachadas em diferentes estilos arquitetônicos e 18 torres inspiradas na natureza, tem sido desafiador. A previsão era que ficasse pronto este ano, mas a meta foi adiada para 2035.
A basílica, a obra-prima de Gaudí, e outras seis de suas obras são patrimônios da UNESCO e atraem milhões de pessoas a Barcelona todos os anos. No ano passado, 4,9 milhões de pessoas visitaram a igreja, um novo recorde, com as taxas de entrada financiando sua construção em andamento.
Mais cedo na quarta-feira, Leão visitou uma das maiores penitenciárias da Espanha, tornando-se o primeiro papa a visitar uma prisão no país.
O papa, defensor dos direitos dos prisioneiros, pediu aos detentos de Brians 1 que se arrependam de seus crimes e se comprometam a viver vidas melhores.
Leão 14 disse que o passado de uma pessoa “não condena o futuro, mas oferece a possibilidade de mudar nossas decisões e escolhas”.
O papa também visitou a abadia beneditina em Montserrat, situada em uma montanha a cerca de 60 km de Barcelona, onde pediu aos monges “que renunciem a palavras ofensivas, julgamentos precipitados, fofocas e calúnias”, inclusive nas redes sociais.
O pontíficie também falou brevemente em catalão, reconhecendo a identidade única da região nordeste da Espanha.
“Que um papa, que é uma pessoa tão importante no mundo, fale com as pessoas em catalão me dá arrepios”, disse Montserrat Cerdeira, 54, do lado de fora da abadia.
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