O boleto da conta de telefone na China está chegando de um jeito diferente. O que está acontecendo ali é um projeto piloto, feito pelas três maiores empresas de telecomunicação da China, e em Xangai. Elas estão mudando a conta de telefonia: hoje as pessoas pagam por pacote de dados e contratam a velocidade, e elas estão colocando outro item ali. A pessoa pode contratar um pacote de token e, a partir daí, usa em algumas IAs parceiras. No final do mês essa conta chega na conta de celular.
Helton Simões Gomes
Os pacotes variam por operadora e não valem para “qualquer IA”. Na China Telecom, por exemplo, a lista inclui Telechat, DeepSeek e GLM5; a ideia é amarrar o consumo a modelos que têm acordo com a tele.
A China Mobile está vendendo 400 mil tokens por 1 yuan. Na China Telecom, 10 milhões de tokens saem por 10 yuan, e ela tem pacote até para devs e para micro ou pequenas empresas. A China Unicom vende 6 milhões de tokens por 15 yuan.
Helton Simões Gomes
O movimento captura uma mudança, ainda nascente, mas já em ascensão de como mensurar o consumo na internet. Se no Brasil o consumidor já teve pacotes com SMS e minutos gratuitos antes de o 4G colocar os dados de conexão no centro da conta, agora a China cobra pelo poder computacional gasto por agentes e modelos de IA.
Diogo explica que tokens sempre estiveram no coração do custo desses sistemas: o que o usuário digita vira tokens de entrada e o que a IA responde vira tokens de saída, geralmente mais caros. A assinatura de modelos de IA só esconde esse cálculo ao oferecer um limite que vai sendo abatido, diz ele.
A inteligência artificial sempre trabalha com tokens. O token é a unidade de processamento. Quando você paga assinatura, você ganha um limite e ele vai abatendo. Agora, quando você faz o uso via API, o uso comercial, você já paga automaticamente por tokens de entrada e tokens de saída.
Diogo Cortiz














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