Esse outro jeito, por enquanto, tem sido o erro. Mas, para ser sincero, acho que essa onda vai durar menos do que imaginamos.
Quando um sinal qualquer pode ser facilmente usado para fabricar uma percepção, ele perde valor. Soma-se a isso o fato de que escrever com IA virou um caminho sem volta.
Devemos evitar o uso preguiçoso dessas ferramentas, claro, mas é inevitável que voltemos a normalizar textos limpinhos e bem acabados. Daqui a pouco, quem insistir no erro proposital não vai parecer autêntico, mas apenas alguém tentando bancar o diferentão.
Mas ainda que essa onda passe, a pergunta que ela levanta fica, especialmente por dialogar com o que ainda separa o humano da máquina. Nesta mesma semana, o papa Leão 14 lançou uma encíclica inteira sobre inteligência artificial e tocou exatamente nesse ponto.
Vou até trazer uma citação direta:
Para um algoritmo, o erro é algo a corrigir; para uma pessoa, pode ser o início de uma mudança profunda. O futuro de uma pessoa não é calculável, mas está confiado aos laços que cultiva e à sua liberdade, elevada pela inesgotável graça divina.












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