A Meta disse à equipe no mês passado que estava lançando a ferramenta para capturar como as pessoas usam computadores e que o recurso inclui gravação de movimentos do mouse, cliques e navegação através de menus suspensos, a fim de construir agentes de IA que possam executar tarefas diárias de software de forma autônoma.
A ferramenta, chamada Model Capability Initiative, ou MCI, está obtendo dados de mais de 200 aplicativos e sites, de acordo com uma lista que a Meta compartilhou com os funcionários. A empresa disse que isso afeta apenas os funcionários dos EUA e que havia salvaguardas para proteger informações confidenciais.
Nas semanas que se seguiram ao lançamento, no entanto, os funcionários da Meta reclamaram que a MCI estava consumindo tantos dados que estava fazendo com que o uso da internet dentro da empresa aumentasse, em alguns casos usando a cota de um mês inteiro em poucos dias, de acordo com publicações internas vistas pela Reuters.
A Meta também reconheceu, em um documento de perguntas e respostas fornecido aos funcionários, que a ferramenta vai capturar o conteúdo de todos os emails ou mensagens diretas enviadas a funcionários dos EUA, independentemente da localização do remetente.
Em uma declaração, o porta-voz da Meta, Dave Arnold, disse que a MCI foi instalada apenas nos dispositivos dos funcionários norte-americanos e que seu foco era a forma como as pessoas interagem com os computadores, e não o conteúdo em suas telas.
“No interesse da transparência, notificamos os funcionários de fora dos EUA de que ela foi implantada nos computadores de pares norte-americanos com os quais eles podem enviar emails ou conversar no curso normal dos negócios”, disse Arnold.












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