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Nasa detalha planos para construção de base permanente na Lua

A missão Moon Base 2, prevista também para este ano, será operada pela empresa Astrobotics, que terá uma segunda oportunidade para pousar na Lua seu veículo Griffin – que fracassou na primeira tentativa de pouso em janeiro de 2024. A terceira missão do novo programa dos EUA para construir sua base lunar também será executada por uma empresa privada, a Intuitive Machines, cuja alunisagem de sua sonda robótica Athena foi acidentada, depois de uma primeira tentativa fracassada.

Encarregado de desenvolver os ambiciosos planos de Isaacman para o estabelecimento da primeira colônia humana na Lua, o engenheiro Carlos García Galán, diretor do programa Moon Base, da Nasa, explicou durante a apresentação as três fases do projeto espacial: a primeira, que começa ainda este ano com as primeiras missões anunciadas, será destinada a realizar testes e aprender como os astronautas conseguirão sobreviver por longos períodos em um ambiente ainda mais hostil que o encontrado pelos astronautas das missões Apolo, entre 1969 e 1972.

Desta vez, o pouso previsto é no polo sul lunar, onde as temperaturas chegam a 200 graus negativos durante as noites que duram duas semanas e onde há crateras que ficam permanentemente na escuridão. Para estudar a fundo essa região, onde será estabelecida a colônia permanente, a Nasa planeja levar para lá veículos que os astronautas usarão para se deslocar na Lua, além de vários drones e outros instrumentos científicos.

Esses equipamentos serão enviados pelas 21 missões à Lua previstas para ocorrerem entre 2026 e 2029, quando se completa a fase inicial do Moon Base. Para 2029 já está prevista a criação das primeiras bases habitáveis, que serão provisórias, e funcionarão com a energia oriunda de instalações solares e nucleares. A partir de 2032, as bases serão permanentes, erguidas com a ajuda de robôs de construção.

Essa primeira colônia humana em outro mundo contaria com veículos de transporte pressurizados para cobrir grandes distâncias, com um sistema de telecomunicações e com centrais nucleares capazes de gerar energia de forma constante para que a base sobreviva às gélidas e longas noites lunares.



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