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Embaixador americano condena “ações desprezíveis” de ministro israelense

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou nesta quinta-feira as “ações desprezíveis” do ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, após a divulgação de um vídeo em que o político aparece repreendendo e humilhando ativistas pró-Palestina da flotilha interceptada por Israel.

Apesar de ser considerado um aliado próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Huckabee se juntou à onda de críticas internacionais e também às condenações feitas por integrantes do próprio governo israelense.

“A flotilha foi uma manobra publicitária estúpida, mas Ben Gvir traiu a dignidade do seu país”, escreveu o embaixador nas redes sociais.

O vídeo divulgado pelo ministro provocou forte repercussão internacional e já havia sido criticado por Netanyahu e pelo chanceler israelense, Gideon Saar.

Nas imagens, Ben Gvir aparece caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde foram levados após os barcos da flotilha “Global Summit” serem interceptados pela Marinha israelense em águas internacionais.

Enquanto segura uma bandeira de Israel, o ministro afirma no vídeo:

“É assim que recebemos aqueles que apoiam o terrorismo. Bem-vindos a Israel.”

As imagens mostram dezenas de ativistas ajoelhados, com a cabeça baixa, cercados por policiais armados, enquanto o hino nacional israelense toca em caixas de som.

Em alguns momentos, os ativistas aparecem com o rosto pressionado contra o chão e as mãos amarradas nas costas enquanto são conduzidos pelas autoridades israelenses.

Benjamin Netanyahu classificou as imagens como “incompatíveis com os valores de Israel”. Já o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, acusou Ben Gvir de ter “prejudicado deliberadamente” a imagem do país com “esse espetáculo vergonhoso”.

As forças israelenses interceptaram os barcos da flotilha na costa do Chipre na segunda-feira. Na quarta, começaram a transferir centenas de ativistas pró-Palestina, incluindo dois portugueses, para o sul de Israel.

Na noite de terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores israelense informou que os 430 integrantes da flotilha haviam sido colocados em embarcações israelenses e levados para o território do país.

A organização de direitos humanos Adalah denunciou a operação.

“Depois de partirem rumo a Gaza para entregar ajuda humanitária e desafiar o bloqueio ilegal, esses participantes civis foram retirados à força de águas internacionais”, afirmou a entidade.

A flotilha era formada por cerca de 50 embarcações que partiram da Turquia na semana passada com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, devastada por dois anos de guerra.
 

Presidente dos Estados Unidos afirmou que acordo com Teerã pode ser fechado em poucos dias, mas voltou a ameaçar retomada dos ataques militares caso não obtenha respostas consideradas satisfatórias logo

Notícias ao Minuto | 06:20 – 21/05/2026

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