De acordo com o artigo publicado então na revista Nature, o padrão não é resultado de um único episódio de umidade, mas de muitos ciclos. Quando a lama seca apenas uma vez, as rachaduras tendem a se cruzar, formando ângulos simples.
Mas, se esse processo se repete diversas vezes, acredita?se que as fraturas possam se reorganizar, conectar?se entre si e formar estruturas mais complexas, que tendem a assumir configurações próximas ao hexágono. Isso sugere a possível existência de condições sazonais ou cíclicas no passado de Marte, com variações de umidade cujas marcas ficaram preservadas na rocha ao se solidificar.
Antofagasta, um segundo Pontours?
A cratera marciana de Antofagasta poderia se encaixar nesse mesmo cenário, embora ainda não haja evidências suficientes para confirmá?lo. A extensão do padrão parece maior do que em Pontours. Além disso, pequenas cristas elevadas sugerem que o processo não foi exatamente o mesmo — ou que as rochas estavam em outra fase quando se endureceram.
Uma possível explicação é que, com o passar do tempo, certas fissuras tenham sido preenchidas por minerais mais resistentes do que o material ao redor. À medida que a superfície se erodiu, essas áreas endurecidas teriam ficado em relevo, desenhando as formas hoje observadas pelo Curiosity.
Outra teoria mencionada no artigo da Nature sugere que essas formações podem ser antigos bancos de lama rachada que passaram por ciclos de umidade e secagem entre 3,6 e 3,8 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais quente e úmido.












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