A troca de farpas escalou, saiu da internet e gerou uma torta de climão internacional durante o AI Impact Summit, conferência sobre IA realizada na Índia. Durante o encerramento, diversos CEOs e executivos de big techs estavam lado a lado de políticos, incluindo o primeiro-ministro Narendra Modi, para uma foto de encerramento. Todos deram as mãos. Menos Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, que, por acaso, estavam um ao lado do outro.
A divergência ganhou ainda um capítulo político. A Anthropic foi acionada pelo Pentágono para afrouxar amarras em seu modelo, mas ouviu um sonoro “não”. A escalada chegou à Casa Branca e irritou Donald Trump.
Nas semanas seguintes, o Departamento de Defesa incluiu a Anthropic numa lista de “supply chain risk”, ao lado de empresas de China, Coreia do Norte e Irã, o que poderia afetar negócios com parceiros que prestam serviço ao governo. A empresa entrou na Justiça para reverter a decisão, e o caso ainda deve render novos capítulos.
O que era rixa interna, virou disputa por mercado e acabou em fofoca pública também se tornou uma corrida por espaço em plataformas. Investidores e a própria indústria começaram a questionar se a Microsoft deveria depender só da OpenAI, já que outras empresas como a Anthropic já possuíam produtos voltados à produtividade corporativa.
Dito e feito. Ao lançar um novo Copilot, a Microsoft passou a incorporar o Claude como base e não apenas o GPT, da OpenAI. Agora, a rival entra no fluxo de trabalho corporativo dentro do ecossistema da grande patrocinadora da OpenAI.










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