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Toda a tripulação morreu após avião militar dos EUA cair no Iraque

IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Seis militares americanos morreram na queda de um avião de reabastecimento aéreo KC-135 Stratotanker no norte do Iraque.

O Pentágono afirmou que a queda ocorreu na noite de quinta-feira (12) após a colisão com outra aeronave militar participando das operações da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã há quase duas semanas.

“As circunstâncias do incidente estão sob investigação. Contudo, a perda da aeronave não ocorreu devido a fogo hostil ou fogo amigo”, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em nota. Até aqui, 13 militares americanos morreram no conflito.

Seus adversários na guerra contaram outra versão. O Exército do Irã afirmou que o ataque foi obra de um grupo aliado de Teerã no país árabe -em comunicado, a aliança de rebeldes Resistência Islâmica no Iraque reivindicou a autoria.

No entanto, uma evidência que sugere que houve o choque no ar surgiu em Tel Aviv, onde um KC-135 pousou avariado nesta madrugada. O avião tinha parte do estabilizador vertical cortada horizontalmente, sugerindo uma colisão.

Mísseis antiaéreos deixariam marcas típicas na fuselagem, dado que suas ogivas explodem antes de chegar ao alvo, lançando uma nuvem de pequenos fragmentos que visam atingir o máximo de áreas sensíveis.

Seja como for, é o segundo episódio de perda de aeronaves americanas na guerra. Na semana passada, três caças F-15E foram abatidos por fogo amigo sobre o Kuwait, com os seis tripulantes conseguindo se ejetar.

O caso é nebuloso. Inicialmente, foi sugerido que os aviões haviam sido abatidos por defesas antiaéreas. Depois, vídeos surgiram com imagens de um caça F/A-18 da Força Aérea do emirado perto da ação, o que levou a especulações de que o piloto árabe derrubou os aliados -algo que ainda está sob investigação.

O KC-135 é o esteio da frota de aviões-tanque dos EUA. Ele é um modelo bastante antigo, baseado no Boeing-707, e voou pela primeira vez em 1957. A produção em si acabou em 1965, mas os aviões remanescentes foram sendo modernizados, ganhando novos motores e sistemas aviônicos.

Até a guerra, os EUA operavam 371 KC-135, sendo 59 deles da reserva da Força Aérea. O avião está sendo gradativamente substituído pelo mais moderno KC-46 Pegasus, baseado no Boeing-767. Esse modelo teve um desenvolvimento problemático, mas há agora 97 deles voando, 12 como reserva, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres).

Leia Também: Exército do Irã ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

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