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o que o filme clássico da ficção científica de 1927 diz sobre 2026?

O centenário do longa reacende discussões sobre tecnologia, poder e desigualdade. O episódio destaca como o filme, mesmo sem prever smartphones ou inteligência artificial, antecipou o uso de máquinas e algoritmos como instrumentos de controle social.

Diogo Cortiz reforça o ponto ao trazer para a conversa o papel atual dos algoritmos, que decidem o que veremos nas redes sociais, quais conteúdos terão mais apelo, que pessoas mais aparecerão na timeline. Diante da visão pessimista a respeito da tecnologia, ele provoca o professor:

“Quando a gente olha para o presente, a gente vê os algoritmos cada vez mais tomando conta das nossas vidas. E aí fica a pergunta, dá para imaginar utopias? Ou a gente só consegue imaginar distopias cada vez mais realistas?”
Diogo Cortiz

A RESPOSTA ESTÁ NESTE VÍDEO

Para Fábio Fernandes, a ficção científica ainda é enxergada apenas como entretenimento, mas “Metrópolis” vai além ao tratar de questões sociais e políticas. Ele afirma que autores do gênero usam cenários fantásticos para distanciar o olhar do presente e, assim, promover reflexão. “Vamos botar uma outra capa no presente para ver se as pessoas conseguem entender um pouco melhor, se distanciar mas que seja uma distância saudável”, diz.

Metrópolis acertou muito mais nisso: vamos entreter, vamos pegar cenários incríveis do expressionismo alemão, mas vamos falar também de sociedade.
Fábio Fernandes



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