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Novas tarifas globais impostas por Donald Trump entram em vigor hoje

Nesta terça-feira (24), entram em vigor as novas tarifas globais de 15% propostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa nova sobretaxa, cujo decreto foi assinado na sexta-feira, visa substituir as taxas alfandegárias indiscriminadas que existiam até então, bem como aquelas previstas nos diversos acordos comerciais assinados desde então com a maioria dos principais parceiros do país.

No entanto, isso não substitui as chamadas taxas alfandegárias setoriais, que variam de 10% a 50% em diversos setores de atividade, como cobre, automóveis ou madeira para construção.

O presidente dos Estados Unidos já avisou, entretanto, que todos os países devem cumprir os acordos de tarifas que tenham aceito, apesar da decisão do Supremo Tribunal dos EUA que derrubou muitas das suas tarifas sobre importações.

No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, “com efeito imediato”.

Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”, afirmou o Presidente republicano, acrescentando que “todos os acordos” continuam válidos e que Washington apenas vai “proceder de forma diferente”.

A Comissão Europeia exigiu “total clareza” por parte de Washington, defendendo que a situação atual não é favorável a um comércio transatlântico “justo, equilibrado e mutuamente benéfico”, conforme previsto no acordo entre a UE e os EUA.

“Acordo é acordo. Enquanto maior parceiro comercial dos EUA, a UE espera que os compromissos assumidos sejam respeitados”, declarou a instituição.

O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10% sobre todos os países, por um período de 150 dias.

Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais de Washington.

Haddad diz que Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas

A competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou o ministro à imprensa neste sábado (21).

“O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo”, disparou o ministro.

A instabilidade tarifária complica o cenário, mas o Brasil colhe frutos da ação diplomática. “Obviamente que não queríamos estar passando por isso, mas eu penso que, diante do desafio, o Brasil e a diplomacia brasileira andaram bem”, disse. 

“O Brasil vem trabalhado há 15 anos para obter acesso ao mercado de carne bovina coreano. Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, disse Lula

Estadao Conteudo | 08:45 – 23/02/2026

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