Internacional

Polícia segue com buscas em mansão, após libertar ex-príncipe Andrew

A polícia britânica revistou, nesta sexta-feira (20), a antiga mansão do irmão mais novo do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, depois que uma foto do ex-príncipe saindo de uma delegacia de polícia foi publicada em jornais de todo o mundo.

Mountbatten-Windsor foi detido na quinta-feira (19), dia de seu aniversário de 66 anos, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. As alegações indicam que ele teria enviado documentos confidenciais do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein, quando era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

O ex-príncipe foi liberado sob investigação após ficar detido pela polícia por mais de 10 horas. Ele não foi acusado de nenhum crime, mas parecia assustado em uma foto da Reuters após sua libertação, encurvado no banco de trás de um Range Rover, com os olhos vermelhos e uma expressão de descrença no rosto.

A foto de um homem que já foi um elegante oficial da Marinha e filho favorito da falecida rainha Elizabeth foi publicada na primeira página de jornais no Reino Unido e em todo o mundo, acompanhada de manchetes como “Queda”.

Andrew sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein, um criminoso sexual condenado que teria se matado em 2019, e disse que se arrependia da amizade.

No entanto, a divulgação de milhões de documentos pelo governo dos Estados Unidos mostrou que ele continuou amigo de Epstein muito tempo depois que o financista foi condenado por solicitar prostituição de uma menor em 2008.

Esses arquivos sugeriram que Mountbatten-Windsor havia encaminhado a Epstein relatórios do governo britânico sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e avaliações do Vietnã, Cingapura e outros lugares que ele havia visitado como representante especial do governo.

A prisão de um membro sênior da realeza, oitavo na linha de sucessão ao trono, é algo sem precedentes nos tempos modernos. O último membro da família real a ser preso no Reino Unido foi Carlos I, que foi decapitado em 1649 após ser considerado culpado de traição.

No ano passado, o Rei Charles retirou o título de príncipe de Andrew e determinou que ele deixasse sua casa em Windsor. Nesta quinta-feira ele disse que recebeu a notícia da prisão de seu irmão com “profunda preocupação”.

“Deixe-me afirmar claramente: a lei tem que seguir seu curso”, afirmou o rei.

“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes.”

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