O acesso aos dados internos do celular foi feito por meio do dispositivo Cellebrite. De acordo com o delegado, a família cedeu possíveis senhas para desbloquear o celular, mas não funcionou. Então, recorreram ao aparelho para primeiro desbloquear o telefone da Daiane, um Galaxy A23, da Samsung, e depois extrair os arquivos.
O Cellebrite quebra a criptografia dos aparelhos e permite navegar por arquivos. Essa e outras ferramentas são vendidas para órgãos de segurança para investigação de celulares apreendidos. “Às vezes, a ferramenta também consegue extrair informações recentemente apagadas, a depender do prazo em que foi deletada do celular”, explica.
Vídeo feito pela própria vítima foi primordial para esclarecer o caso. “A gente acredita que ela estava gravando naquele modo em que o dedo fica pressionado na tela, pois o arquivo estava intacto”, diz o delegado. A filmagem, diz, também ajudou a ver que Maicon, filho do síndico, não esteve envolvido no crime. O síndico pode pegar pena de 30 anos ou mais. Ele vai ser indiciado por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e cruel, além de ocultação de cadáver.
O que mostra o vídeo
A corretora gravou a saída do elevador e a ida até o disjuntor do apartamento. Durante o caminho, é possível ver um homem de costas caminhando, vestindo uma luva. Ela o visualiza e diz “olha quem eu encontro; o síndico está aqui embaixo”.














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