Alega-se também que o Exército russo está acessando a Starlink usando terminais contrabandeados ilegalmente para o país através de países intermediários. O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que trabalha em estreita colaboração com a operadora, SpaceX, para restringir ao máximo esse uso.
Sudão: Na guerra civil sudanesa, a Starlink é usada principalmente pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar que luta contra o Exército estatal. Centenas de dispositivos foram contrabandeados para o país através dos Emirados Árabes Unidos, e um verdadeiro mercado informal de terminais Starlink se estabeleceu. As RSF usam esses dispositivos para comunicação e coordenação entre suas milícias, enquanto as Forças Armadas Sudanesas (SAF) tentam bloquear sua importação e uso.
Irã: No início deste ano, protestos em todo o país eclodiram contra o regime em Teerã, que respondeu, entre outras coisas, desligando a internet. No entanto, relatos indicam que milhares de terminais foram contrabandeados para o país e revendidos no mercado ilegal. Isso permitiu que manifestantes usassem a Starlink para coordenar seus atos contra o regime, apesar da censura estatal da internet.
Venezuela: A Starlink também já foi usada no passado para burlar restrições de informação e garantir acesso gratuito à internet. Durante muito tempo, o serviço só esteve disponível extraoficialmente, através da compra de kits no comércio local. Após a intervenção dos EUA e a captura de Nicolás Maduro, Elon Musk ofereceu temporariamente acesso gratuito à internet aos cidadãos do país.
Faixa de Gaza: Desde julho de 2024, a Starlink tem sido usada para fins humanitários em uma Faixa de Gaza amplamente destruída. Organizações de ajuda humanitária e um hospital de campanha podem utilizá-lo para fornecer assistência por telemedicina e coordenação logística. No entanto, o acesso generalizado para civis permanece limitado, em parte devido a preocupações de segurança por parte de Israel.












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