Os 12 jurados vão analisar a denúncia de uma californiana de 20 anos, Kelly G.M. A jovem, usuária do YouTube desde os seis anos e detentora de uma conta no Instagram aos 11, aderiu ao Snapchat e ao TikTok dois ou três anos depois. Ela afirma ter se tornado dependente das redes sociais, o que a levou a uma espiral de depressão, ansiedade e transtornos de imagem.
“É a primeira vez que as redes sociais precisam enfrentar um júri por terem causado danos a crianças”, diz o advogado Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe gerencia mais de 1.000 casos semelhantes.
Os debates, no entanto, não se concentrarão nos vídeos tóxicos, deprimentes ou manipuladores que essas plataformas podem hospedar e distribuir para os jovens.
Como a lei americana as isenta de qualquer responsabilidade pelos conteúdos publicados por terceiros, os autores da ação, para que ela seja cabível, acusam diretamente o design das redes sociais, ou seja, o algoritmo e as funções de personalização que incentivam a rolagem compulsiva de vídeos e promovem a dependência.
Ação coletiva
Na sexta-feira (6), os advogados da Meta e do YouTube pediram à juíza Carolyn Kuhl que proibisse, nos debates, qualquer analogia entre suas ferramentas e produtos altamente viciantes, como tabaco e opioides. O pedido foi rejeitado. A seleção do júri, iniciada em 27 de janeiro e atrasada por incidentes externos ao caso, terminou na sexta-feira após seis dias de votação.













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