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Cadê o lucro da IA? Microsoft é cobrada, despenca na Bolsa e acende alerta

A diferença no desempenho na Bolsa está em como o mercado avalia quem consegue transformar gasto em retorno financeiro real.

No caso da Microsoft, o investimento monumental ainda não se traduziu em crescimento proporcional do seu negócio de nuvem e serviços de IA. A diretora financeira da empresa, Amy Hood, alertou que a limitação de hardware tem freado a expansão mais rápida do setor.

A relação com a OpenAI também acende um sinal de alerta. A parceria que, anos atrás, colocou a Microsoft em posição estratégica na IA e fez da empresa a mais valiosa do mundo, agora é alvo de escrutínio. O gatilho foi a divulgação de que a OpenAI responde por quase 45% da carteira de contratos futuros de nuvem da Microsoft. A questão é que investidores estão se perguntando se a dona do ChatGPT vai conseguir manter o ritmo na corrida da IA.

Por outro lado, a Meta se deu bem porque conseguiu mostrar impacto positivo direto no caixa. A receita cresceu 24% e o lucro aumentou 9%. A empresa ainda está atrás da concorrência em modelo de linguagem e chatbots, mas usou a IA para otimizar o que importa para seu modelo de negócio: engajamento e publicidade. Mais tempo de tela e melhor segmentação significa mais venda de anúncio.

As duas empresas estão gastando como nunca. Mas só uma, por enquanto, conseguiu convencer que a IA já virou produtividade mensurável. Ainda estamos vivendo sob uma narrativa quase religiosa da IA, repetida em calls de investidores e eventos de tecnologia, como se fosse o motor da próxima revolução econômica. O caso da Meta é ilustrativo de que a coisa pode dar certo, mas as evidências ainda são ambíguas de que a tecnologia esteja entregando ganhos de produtividade sistêmicos.

A desconfiança sobre o ritmo desses retornos é generalizada, mas também existe um consenso que tudo isso demanda uma infraestrutura colossal, o que deve continuar impulsionando os investimentos. A corrida agora não é só para fazer o melhor modelo, mas também por concreto, metais, água, energia e território para instalar todos esses data centers.



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