Se em 2025, chance de colisão era em 2,8 dias; em 2018, estimativa era de 128 dias. “Diferença de valores foi um dos fatores que nos motivou a desenvolver esse cálculo. A redução significativa [entre 2018 e 2025] já é um indicador de ‘estresse na órbita'”, explicou Boley, em entrevista ao site Live Science.
Tendência é aumentar ainda mais a possibilidade de colisão. O número de satélites em órbita é crescente. Em 2025, houve 324 lançamentos orbitais – um aumento de 25% comparado com 2024. Neste ano, número deve ser maior, ainda mais com mais empresas entrando no ramo de fornecimento de internet via satélite – a Starlink, de Elon Musk, tem aumentado cada vez mais a cobertura; e a Amazon deve entrar em breve nesse ramo com a Amazon Leo.
Número de satélites tem aumentado graças às megaconstelações. Empresas como a Starlink tinham, pelo menos, 11.700 satélites ativos em maio de 2025 em volta ad Terra. A maioria deles a uma distância de até 2.000 km
Estimativa é especialmente útil no caso de tempestade solar. Fenômeno, que ocorre quando partículas são liberadas do Sol, pode afetar funcionamento dos satélites, tornando difícil prever onde ficarão posicionados. Como resultado, fica difícil estabelecer controle sobre eles, causando colisões.
Estudo preliminar ainda precisa ser revisado por pares. Segundo o coautor, eles acreditam que a estimativa ainda é exagerada e já planejam uma atualização com valores mais precisos. De qualquer jeito, o cálculo pode ajudar tomadores de decisão sobre o ambiente orbital e evitar um colapso dos diversos serviços que utilizamos na Terra.














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