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Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira (7), Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado.

Delcy Rodríguez está promovendo uma reformulação do círculo íntimo de Nicolás Maduro, sendo a demissão do general a primeira grande mudança, que acontece depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a agora presidente interina de que poderia enfrentar um “destino pior que Maduro”, caso não cumpra as exigências dos EUA.

Tudo indica, de acordo com a BBC, que Javier Marcano Tábata teria assumido a culpa pela captura de Nicolás Maduro – que aconteceu no dia 3 de janeiro -, uma vez que é o comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela.

A guarda de honra presidencial é a força militar que fornece os guarda-costas para protegerem o chefe de Estado. 

Rodríguez foi empossada na segunda-feira

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, tomou posse, na segunda-feira, como presidente interina da Venezuela, depois de ter prestado juramento perante a Assembleia Nacional.

“É com pesar que aqui estou, pelo rapto de dois heróis que estão reféns nos Estados Unidos [Maduro e a mulher, Cilia Flores] (…) Tenho também a honra de prestar juramento em nome de todos os venezuelanos”, declarou Delcy Rodríguez.

Quem é Delcy Rodríguez?

Mulher de confiança de Nicolás Maduro, com ligações ao patronato e agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma-se como o rosto pragmático da transição perante os Estados Unidos, se Washington trabalhar com a administração do ex-presidente venezuelano.

Nomeada no sábado pelo Supremo Tribunal, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, era vice-presidente desde 2018 e é a primeira mulher na história do país a liderar o executivo.

Maduro já foi presente a tribunal e declarou-se “inocente”

Nicolás Maduro declarou-se, na segunda-feira, inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova York, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.

“Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado”, afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi apresentado, pela primeira vez, a um juiz de Nova York dois dias depois de ter sido detido em Caracas durante uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.

A próxima audiência está marcada para 17 de março.

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