A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, criticou e condenou a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, classificando a operação militar como “ilegal” e “imprudente”.
Harris reagiu à ação do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, na Venezuela por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
Na avaliação da democrata, “as ações de Donald Trump não tornam a América mais segura, mais forte ou mais acessível”. Ela reconheceu, no entanto, que Nicolás Maduro é “um ditador brutal e ilegítimo”, mas ressaltou que isso “não muda o fato de a ação ter sido ilegal e imprudente”.
“Já vimos esse filme antes. Guerras por mudança de regime ou por petróleo são vendidas como força, mas acabam se transformando em caos, e as famílias americanas pagam o preço”, escreveu.
Kamala Harris afirmou ainda que “o povo americano não quer isso” e que “está cansado de ser enganado”.
“Não se trata de drogas ou democracia. Trata-se de petróleo e do desejo de Donald Trump de se apresentar como um líder forte na região. Se ele realmente se importasse com qualquer um dos dois, não perdoaria um traficante de drogas condenado nem marginalizaria a oposição legítima da Venezuela enquanto busca acordos com aliados de Maduro”, acrescentou.
A democrata também acusou Trump de colocar “as tropas em risco” e de “desestabilizar uma região”.
“A América precisa de uma liderança cujas prioridades sejam reduzir os custos para as famílias trabalhadoras, impor o Estado de Direito, fortalecer alianças e, acima de tudo, colocar os americanos em primeiro lugar”, concluiu.
Donald Trump’s actions in Venezuela do not make America safer, stronger, or more affordable.
That Maduro is a brutal, illegitimate dictator does not change the fact that this action was both unlawful and unwise. We’ve seen this movie before. Wars for regime change or oil that…
— Kamala Harris (@KamalaHarris) January 4, 2026
O que se sabe sobre a operação militar? E sobre a detenção de Maduro?
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos Estados Unidos e retirados do país à força na madrugada de sábado. O líder venezuelano foi acusado de diversos crimes, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e delitos relacionados ao uso de armas automáticas.
A captura ocorreu após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, que realizou ataques aéreos em várias regiões da Venezuela, inclusive em Caracas. Na ocasião, houve relatos de explosões e intensa movimentação de aeronaves militares.
Posteriormente, Donald Trump afirmou que Maduro foi capturado e removido à força do país após um “ataque em grande escala”.
De Venezuela a Nova York
Após serem detidos em sua residência oficial, Maduro e a esposa foram levados para Guantánamo a bordo do navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima.
O casal chegou a Nova York no fim da tarde de sábado. No desembarque do avião militar Boeing 757 no aeroporto internacional Stewart, agentes de diversas agências federais dos EUA, como o FBI e a DEA, entraram na aeronave.
Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC), uma prisão federal no Brooklyn, onde passou a primeira noite sob custódia.
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