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Nojentas”? Porta-voz do governo francês pede: “Deixem Brigitte em paz

Brigitte Macron voltou ao centro do debate político na França após chamar de “cabras nojentas” um grupo de quatro ativistas feministas que havia protestado contra o humorista Ary Abittan. Três dias depois do episódio, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, saiu em defesa da primeira-dama e pediu que ela fosse “deixada em paz”.

Brigitte fez o comentário no domingo, antes de assistir a um espetáculo de Abittan ao lado da filha, Tiphaine Auzière. O momento foi gravado e divulgado pelo jornal Public, circulando rapidamente nas redes sociais. No vídeo, a primeira-dama conversa com o comediante sobre a interrupção que ele enfrentara na noite anterior, quando quatro ativistas invadiram o show usando máscaras com a palavra “estuprador” escrita, em referência a uma acusação feita em 2021. O caso, porém, foi arquivado em 2023 por falta de provas.

“Se aparecer alguma cabra nojenta, nós tiramos”, diz Brigitte no registro que viralizou.

A porta-voz do governo minimizou a fala, dizendo à France 2 que Brigitte Macron “apenas falou espontaneamente em um ambiente privado”. Para Maud Bregeon, o que deve ser considerado “extremamente grave” é o fato de ativistas terem tentado impedir a apresentação de “alguém que já havia sido absolvido”. “Deixem Brigitte Macron em paz”, afirmou.

Uma das ativistas presentes no protesto disse à France24 que o grupo ficou “profundamente chocado e escandalizado” com as palavras da primeira-dama, que considerou “mais um insulto a vítimas e coletivos feministas”.

Em nota enviada à imprensa francesa, a equipe de comunicação de Brigitte Macron afirmou que o comentário não deve ser interpretado como ataque às ativistas, mas como crítica “a métodos radicais” que impediram o artista de se apresentar. A equipe reforçou que a primeira-dama “não aprova esse tipo de abordagem”.

O episódio reacendeu também teorias conspiratórias antigas envolvendo Brigitte Macron. Desde 2017, a primeira-dama é alvo de rumores infundados que alegam que ela teria nascido homem e assumido outra identidade após mudar de gênero. Em 2021, duas mulheres divulgaram no YouTube um vídeo de quatro horas espalhando essas alegações, o que levou Brigitte e Emmanuel Macron a processá-las. As duas começaram a ser julgadas no ano passado pelo Tribunal Penal de Paris.

Na época, Emmanuel Macron classificou os boatos como “ataques machistas e sexistas” contra “uma mulher poderosa” que o acompanha.

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