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EUA enviam maior porta-aviões do mundo à América Latina em escalada militar

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão enviar o USS Gerald R. Ford, a maior classe de porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham para a América Latina e o Caribe, em movimento que representa escalada da presença militar americana e da tensão na região.

“A presença reforçada das forças americanas na área de responsabilidade do Comando Sul reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitoras e desmantelar atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hesmifério Ocidental”, escreveu Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, em publicação no X.

A fala do porta-voz do Pentágono carrega o argumento de combate ao narcotráfico que tem sido usado pelo presidente americano, Donald Trump, para justificativa a explosão de embarcações na América Latina desde setembro, muito embora nenhuma evidência de que os barcos fossem ligados ao narcotráfico tenha sido apresentada —mesmo que fossem, a explicação usada pela Casa Branca para os ataques é nebulosa à luz do direito internacional.

A presença do maior porta-aviões do mundo, que tem 333 metros de comprimento e capacidade para carregar até 90 aeronaves, no entanto, sugere outra coisa: maior pressão contra Maduro, que tem pedido paz a Trump após seguidas ameaças do presidente americano e ataqs no Caribe.

Em junho, Trump ordenou o deslocamento do mesmo porta-aviões para perto do Oriente Médio em meio a momento de grande tensão entre Israel e Irã. Dias depois, os EUA executaram o ataque aéreo a instalações nucleares iranianas.

O porta-aviões não chega sozinho. Sua escolta costuma conter de três a seis destróieres, um cruzador, navios de apoio e um submarino nuclear de ataque com funções defensivas —poder de fogo que por si só é maior do que a maioria das aeronáuticas e marinhas do mundo.

Donald Trump anunciou o fim das negociações comerciais com o Canadá após a divulgação de um vídeo em que Ronald Reagan critica tarifas. O republicano acusou o país vizinho de tentar interferir em decisões judiciais e classificou o episódio como “comportamento ultrajante”.

Folhapress | 10:23 – 24/10/2025

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