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Novo planeta com condições para vida é descoberto ‘perto’ da Terra

A divulgação da descoberta dos primeiros planetas foi feita em 2021. À época, uma equipe de astrônomos do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, da Universidade do Porto, em Portugal, já conseguiu levantar a possibilidade de mais planetas no sistema, o que foi confirmado agora. “Descobrimos pistas que apontam para a presença de um planeta do tipo terrestre, situado na zona habitável deste sistema”, disse Olivier Demangeon, autor principal do estudo inicial.

Planetas são, de fato, rochosos e variados. Os quatro mundos já conhecidos têm tamanhos e massas similares aos da Terra, com características intrigantes. Um deles é menor que nosso planeta, outro pode ser um “mundo aquático”, com baixa densidade, e dois talvez enfrentem intensa atividade vulcânica — cenário parecido com o da lua Io, de Júpiter.

Estudo teve precisão inédita. Usando dados de telescópios espaciais e observatórios na Terra, os cientistas conseguiram medir os tamanhos, massas e órbitas dos planetas com precisão sem precedentes. As órbitas quase perfeitamente circulares favorecem futuras análises atmosféricas com o Telescópio Espacial James Webb.

Sistema pode responder grandes questões. Para os pesquisadores, o sistema L 98-59 é um laboratório natural. Ele pode ajudar a entender melhor a composição de planetas rochosos, como se formam ao redor de estrelas pequenas e se conseguem manter atmosferas ao longo do tempo.

Descoberta anima comunidade científica. “Encontrar um planeta temperado em um sistema tão compacto torna essa descoberta especialmente empolgante”, afirmou Charles Cadieux, pesquisador principal do estudo. “Isso reforça a importância de estudar mundos potencialmente habitáveis ao redor de estrelas de baixa massa”, explica.

Descoberta foi feita com dados antigos e técnicas inovadoras. A equipe de cientistas não precisou usar novos telescópios para encontrar o planeta potencialmente habitável. Eles se basearam em um vasto acervo de dados já coletados por instrumentos como o telescópio espacial James Webb. Utilizando uma técnica de análise de velocidade radial criada pelo próprio grupo em 2022, combinada a um novo indicador de temperatura estelar, os pesquisadores conseguiram eliminar “ruídos” causados pela atividade da estrela e isolar com precisão os sinais dos planetas.



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