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Líder supremo do Irã teme ser assassinado e se refugia em bunker

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, tomou medidas emergenciais para preservar sua segurança e a continuidade da República Islâmica em meio à intensificação do conflito com Israel e os Estados Unidos. Três autoridades iranianas confirmaram que Khamenei se resguarda em um bunker e se comunica com seus comandantes por meio de um assessor de confiança, evitando o uso de dispositivos eletrônicos para reduzir o risco de localização.

Nomeações estratégicas e plano de sucessão
Diante da possibilidade de ataques diretos, Khamenei nomeou três clérigos seniores como possíveis sucessores, caso venha a ser morto. A decisão visa garantir uma transição rápida e ordenada, essencial para manter a estabilidade em meio ao conflito. Em tempos normais, o processo de escolha do líder supremo pela Assembleia de Peritos é longo e marcado por especulações.

Embora o filho de Khamenei, Mojtaba, também clérigo, não esteja entre os nomes indicados, a sucessão continua sendo um tema sensível e cercado de sigilo.

Escalada do conflito
Desde os ataques surpresa lançados por Israel em 13 de junho, o Irã enfrenta a maior ofensiva militar desde a guerra com o Iraque na década de 1980. Em resposta, o Irã iniciou contra-ataques, atingindo alvos em Israel. Contudo, a situação se agravou com a entrada dos Estados Unidos no conflito.

Neste sábado (21), o presidente americano Donald Trump anunciou ataques a três instalações nucleares iranianas, incluindo a central subterrânea de Fordow. “Nosso objetivo era destruir a capacidade de enriquecimento nuclear do Irã e pôr fim à ameaça nuclear representada pelo Estado número 1 do mundo em patrocínio ao terrorismo”, declarou Trump.

Medidas de segurança no Irã
Para evitar infiltrações e novos ataques, o Irã implementou rígidos protocolos de segurança. O Ministério da Inteligência instruiu autoridades a suspender o uso de dispositivos eletrônicos e ordenou que altos funcionários permanecessem no subsolo. Além disso, a internet foi quase completamente desligada e chamadas internacionais estão bloqueadas, segundo o Ministério das Telecomunicações.

“Concluímos que a internet está sendo usada para prejudicar a segurança nacional. Essas medidas são necessárias para proteger o país”, disse Ali Ahmadinia, diretor de comunicações do presidente Masoud Pezeshkian.

Temor de infiltrações
As autoridades iranianas identificaram como prioridade mitigar ameaças de assassinato, a entrada dos EUA na guerra e ataques contra infraestrutura crítica, como refinarias e represas. Relatos de infiltração de agentes israelenses e ataques com drones em território iraniano aumentaram o estado de alerta do regime.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional advertiu que qualquer colaborador com o inimigo deve se entregar às autoridades até domingo ou enfrentará pena de morte.

Com o agravamento do conflito, o aiatolá Khamenei reforçou sua mensagem de resistência: “O povo do Irã se oporá a uma guerra forçada. Não nos renderemos”. Enquanto isso, o aparato de segurança do regime tenta assegurar a preservação do Estado em meio à crescente instabilidade.

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