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G7 diz que Irã é fonte de ‘instabilidade e terror’ e pede desescalada de hostilidades

CALGARY, CANADÁ (FOLHAPRESS) – O G7, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, afirmou em declaração divulgada na madrugada desta terça-feira (17) que o Irã é a principal fonte de “instabilidade e terror” no Oriente Médio e que o país “nunca poderá ter uma arma nuclear”.

O grupo também urge para que a resolução da crise leve a uma “grande desescalada das hostilidades no Oriente Médio” e a um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O G7 é composto por Canadá, que sedia a cúpula do grupo este ano, Estados Unidos, Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália e o Japão. A União Europeia também faz parte.

“Nós, líderes do G7, reiteramos nosso compromisso com a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Nesse contexto, afirmamos que Israel tem o direito de se defender. Reiteramos nosso apoio à segurança de Israel”, diz trecho do comunicado.

O grupo também aponta para a importância da proteção aos civis diante do aumento do número de mortos nos dois lados. “O Irã é a principal fonte de instabilidade e terror na região. Temos sido consistentemente claros ao afirmar que o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear”, continua a declaração.

“A gente urge que uma resolução da crise iraniana leve a uma grande desescalada de hostilidades no Oriente Médio.”

Por fim, a declaração afirma que os países permanecerão vigilantes às implicações para mercados internacionais de energia e que atuarão para proteger a estabilidade.

Antes, ainda na segunda (16), a imprensa americana informou que havia um rascunho da declaração, mas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretendia assiná-la. A declaração divulgada durante a madrugada, porém, teve o endosso do republicano.

Logo após assinar a declaração, Trump embarcou em um helicóptero e deixou a cúpula um dia antes do previsto para dedicar sua atenção ao conflito entre Israel e Irã.

Desde a última sexta (13), Israel tem feito bombardeios contra instalações militares e nucleares no Irã, matando cientistas e comandantes importantes, o que levou Teerã a responder com drones e mísseis lançados contra território israelense. Embora tenha afirmado durante semanas que preferia a diplomacia, Trump manifestou apoio aos ataques de Tel Aviv, dizendo que o Irã deveria ter aceitado suas condições.

Seu representante, Steve Witkoff, chegou a se reunir cinco vezes com autoridades iranianas, mas, segundo Trump, os esforços não prosperaram. Ao posar para a foto oficial do G7 antes do jantar, o presidente dos EUA justificou sua saída antecipada dizendo que “tinha de voltar” assim que pudesse. “Gostaria de poder ficar até amanhã, mas eles entendem, isto é grande”, afirmou.

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