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foto selou a vitória (fugaz) do Facebook no Brasil

Seria. Mas não foi. Um app para internet lenta até chegou a ser lançado, mas os drones foram engavetados em 2018. Ainda em 2015 a lua de mel entre Brasil e Facebook desandou de vez. No fim daquele ano, o WhatsApp foi bloqueado por não cumprir decisões judiciais. Em março do ano seguinte, Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, foi preso no meio da rua ao ter o carro interceptado pela PF quando ia para o trabalho no Itaim Bibi, região nobre de São Paulo. Motivada pelas constantes negativas da empresa a interceptar mensagens do app recém-adquirido, a cena, digna de filme, selou de vez o fim da fugaz vitória do Facebook.

Sobrou a foto.

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Imagem: ARTE/UOL

Para pesquisar “qualquer coisa”… incorporando capacidades do Gemini 2.5, o Modo IA do Google inaugura, nas buscas, uma interação parecida com a de chats de IA generativa. No lançamento da última terça (20), a Big Tech prometeu “habilidade de interpretar profundamente as perguntas complementares” e desafiou o usuário: “faça perguntas simples. Faça perguntas mais longas. Com até 10 perguntas em uma. Pergunte qualquer coisa”. Para trazer contexto pessoal à busca, também haverá conexão com outros apps, como o Gmail. Com as novas possibilidades de customização para o usuário, vale ficar olho em como o Google vai garantir a proteção de dados pessoais em países com leis avançadas, como o Brasil e o bloco europeu.

Impacto no monopólio… o vice-presidente global do Google Ads, Dan Taylor, também confirmou que anúncios serão incorporados às buscas no Modo IA. A empreitada pode até deixar os magistrados norte-americanos mais cabreiros com o que vem por aí, no julgamento dos recursos contra decisões que condenaram a Big Tech por monopólio nos mercados de buscas e de publicidade online. Mas, dificilmente, mudará o rumo das ações antitruste já em andamento. Mesmo assim, não vão faltar frentes de combate no tema da IA para o Google. Danielle Coffey, presidente da News/Media Alliance, que representa editoras e jornais americanos, já reclamou que o Modo IA “simplesmente pega o conteúdo à força e o utiliza sem dar nada em troca – a definição de roubo“, segundo ela.

Primeiros insights… Por enquanto, o Modo IA chegará só para usuários dos EUA, onde novidades como visualizações dinâmicas e personalizadas já estavam disponíveis para teste no Google Labs. Em abril, o de Produtos do Google para Buscas, Robby Stein, divulgou que o AI Mode tem sido usado para perguntas abertas e complexas, com o dobro do tamanho das queries na busca tradicional, em média. A possibilidade de usar fotos e vídeos para buscar informações também deve gerar grande impacto e o Google promete a compreensão de toda a cena retratada, inclusive de materiais, cores, formas e disposição dos objetos.



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